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15 de julho – Memória dos Servos de Deus – Pe. Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo Nossos Eventos
Simão Bororo e Pe. Rodolfo Lunkenbein

O 43° aniversário de martírio do Pe. Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo acontece enquanto a Inspetoria Salesiana de Santo Afonso Maria de Ligório celebra 125 anos de sua fundação. Nesse contexto é que o presidente da Missão Salesiana do Mato Gorsso (MSMT), Pe. Gildásio Mendes declara que “… nós agradecemos a Deus pelo dom da santidade desse nosso sacerdote e desse indígena”.

 

Respondendo ao chamado do Papa Francisco sobre a santidade e em preparação ao Sínodo Pan Amazônico, a celebração do 43°aniversário da morte do Pe. Rodolfo e Simão é a melhor forma de participarmos e contribuirmos para com a Igreja e com a Congregação, celebrando a santidade desses dois irmãos”, afirma o inspetor.

 

Assim, a Inspetoria Missionária de Mato Grosso lançou um documentário “Rodolfo e Simão - testemunhas do Cordeiro Imolado” em vídeo sobre os Servos de Deus com importantes testemunhos sobre a vida e legado dos Servos de Deus. Para conferir o vídeo, clique aqui.

 

Pe. Rodolfo Lunkenbein – o primeiro missionário a dar a vida pelos povos indígenas

 

O missionário salesiano nasceu em 1 de abril de 1939 em Döringstadt, na Alemanha, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial. Despertou o desejo de ser missionário quando ainda era adolescente, ao ter acesso a publicações salesianas.

 

Certo de sua vocação, Pe. Rodolfo chegou ao Brasil como missionário, fez o noviciado em São Paulo e o pós-noviciado em Campo Grande, sendo designado para a experiência do tirocínio em Meruri, local onde permaneceu até 1965. Voltou à Alemanha para estudar teologia e outros cursos que facilitassem a continuação de sua missão no Brasil.

 

Ordenado sacerdote em 29 de junho de 1969, pôde voltar a Meruri, onde foi recebido com muito carinho pelos Bororos, que lhe deram o nome de Koge Ekureu (Peixe Dourado). Pe. Rodolfo participou da fundação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em 1972 e lutou pela demarcação da reserva de Meruri, conquistada no ano de sua morte – em 1976.

 

A memória de Pe. Rodolfo se conserva muito viva entre os Bororos e missionários de Meruri e na Missão Salesiana de Mato Grosso, que anualmente celebram o aniversário do seu martírio. Na Igreja Missionária do Brasil é viva a memória de Pe. Rodolfo como o primeiro missionário a dar a vida pelos povos indígenas.

 

Simão Koge Ekudugodu (Bororo) – amigo e companheiro de martírio

 

O companheiro de martírio do Pe. Rodolfo Lunkenbein, nasceu em Meruri em 27 de outubro de 1937 e foi batizado em 7 de novembro do mesmo ano. Simão era integrante de um grupo de Bororos que acompanharam os missionários, Pe. Pedro Sbardellotto e Irmão Jorge Wörz, na primeira residência missionária entre os Xavantes, na missão de Santa Terezinha, entre os anos de 1957 e 1958. Era o mais jovem do grupo, porém o mais consciente de sua qualidade de missionário entre os Xavantes.

 

Entre 1962 e 1964 participou da construção das primeiras casas de alvenaria para as famílias Bororo de Meruri. Tornou-se pedreiro prático e dedicou o resto de sua vida a este ofício, colaborando na aldeia e na missão entre os seus.

 

Foi mortalmente ferido ao tentar defender a vida do Pe. Rodolfo Lunkenbein no dia 15 de julho de 1976. Recebeu os últimos sacramentos no hospital de Meruri enquanto recebia também os primeiros socorros da enfermeira Ir. Margarida Abatti. Faleceu no avião que o conduzia para ser tratado na cidade, na mesma data.

 

Simão continua vivo na memória da Igreja missionária. O CIMI dedicou a seu nome à sede central do Regional do CIMI de Mato Grosso, na Chapada dos Guimarães. A Igreja de Rondonópolis honra-o na Caminhada dos Mártires, feita anualmente pelas ruas da cidade. Em Meruri, todos os anos é solenemente celebrado o aniversário de seu martírio, junto com o do Pe. Rodolfo Lunkenbein.

 

Fonte: Missão Salesiana do Mato Grosso