notícias da pastoral

Renan Luís Silva, coordenador do Conselho Nacional da AJS Mural Jovem
Renan Luís Silva

Coordenador do Conselho Nacional da Articulação da Juventude Salesiana (AJS), Renan tem 20 anos e cursou o ensino médio no Instituto Maria Auxiliadora de Rio do Sul-SC. Além da missão à frente da AJS, Renan Luís Silva é articulador do Espaço Jovem Domingos Sávio, em Rio do Sul, e estuda Ciências Sociais na Universidade Federal de Santa Catarina.

Nesta entrevista, ele conta como teve contato com a AJS e os valores salesianos, relembra bons momentos vividos na escola e explica como funciona o Conselho Nacional da AJS. Renan também partilha sua visão sobre protagonismo juvenil e manda um recado aos alunos da RSB-Escolas: “Aproveitem o espaço e as atividades da AJS, porque são de vocês. Somos nós que construímos”.

 

Articulação da Juventude Salesiana

 

Renan teve o primeiro contato com a AJS no ensino médio, quando iniciou seus estudos no Instituto Maria Auxiliadora, em 2010. Ele ficou interessado em participar em alguns grupos, mas como trabalhava no horário, à tarde, não era possível. Entretanto, ele começou a tocar contrabaixo, e foi convidado a entrar na banda da escola, que também fazia parte dos grupos da AJS.

“No início, explica Renan, isso não fazia diferença para mim, pois estava interessado realmente nas atividades da banda em si. Vieram convites da Pastoral Escolar para outros encontros, envolvendo todos os grupos da escola, e me esquivei de início, até que deixei a resistência de lado e resolvi participar. Gostei muito do forte sentimento de acolhida e da experiência de estar junto de alunos de outras turmas de diversas idades e diferentes dons”.

Renan conta que a AJS promovia grupos de interesse, como rádio escolar, banda, esportes, jogos, leitura, teatro, entre outros. A partir destes grupos, os membros eram convidados a participar de itinerários de formação, realizados na escola, onde, além da parte formativa, havia animação, brincadeiras e jogos. Os jovens com mais caminhada participavam também de encontros da AJS em nível estadual e inspetorial, e de ações na Igreja.

 

Formação Humana

 

Renan guarda boas lembranças do tempo de estudante no IMA. Uma delas é, além da formação escolar, a formação humana que os alunos estavam sujeitos. Ele lembra que no começo do ensino médio havia equilíbrio entre os alunos entre a descontração e a dedicação com os estudos. “Os alunos conseguiam um equilíbrio muito bom entre a dedicação e a descontração. Éramos muito alegres, em um clima de família, mas sabíamos separar o tempo necessário para os estudos, tanto que tínhamos a média de notas mais alta da escola. Esta vivência foi tão marcante que fizemos uma Cápsula do Tempo, que juntou cartas e objetos da turma, a ser aberta em 2022, ano do centenário do IMA e dez anos após a nossa formatura”.

 

Dom Bosco

 

Renan também relata ao longo da entrevista como a história de Dom Bosco passou a fazer mais sentido após ele participar da AJS. “Após eu ter a vivência na AJS, esta história fez muito mais sentido, porque comecei a notar os traços de sua pedagogia no meu ambiente”, explica Renan. Para ele, Dom Bosco esteve à frente do seu tempo em relação à educação e evangelização dos jovens. “É fascinante perceber como Dom Bosco esteve muito à frente do seu tempo no que diz respeito à educação e evangelização dos jovens, principalmente dos mais carentes. Conhecer sua obra e seu carisma me dá ânimo e amparo para o seguimento de Jesus Cristo ao estilo salesiano”.

 

Protagonismo

 

O protagonismo dos jovens foi outro assunto citado por Renan ao longo da entrevista. Ele acredita que todos nós devemos ser protagonistas de nossas próprias vidas. “É preciso promover este protagonismo desde a juventude: dar oportunidades para que os jovens possam ter responsabilidades, fazendo-os descobrir o valor de si e do outro e também desenvolvendo habilidades”. Segundo Renan, o papel de assessoria, seja leiga ou religiosa, é muito importante neste contexto. “Não pode haver um ‘paternalismo’, mas sim um acompanhamento em vista do crescimento harmonioso de todos os envolvidos no processo”.